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Índios ameaçam suicídio coletivo se forem despejados

08/03/2002

Autor: JOÃO NAVES DE OLIVEIRA

Fonte: Estado de S.Paulo-SP



Trezentos membros na nação guarani-caiovás podem ser obrigados a deixar fazenda em MS

Um grupo de 300 índios da nação guarani-caiovás está disposto a cometer suicídio coletivo amanhã, quando serão despejados com força policial da Fazenda Fronteira, situada no município de Antônio João, divisa com o Paraguai no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Eles ocupam o local há três anos porque garantem que as terras pertenceram aos seus antepassados e não pode abrigar brancos.

Segundo o coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Pedro Franco, vários galões de herbicidas foram escondidos no acampamento e os índios estão dispostos a utilizá-los como veneno.

Durante o tempo de ocupação, os índios já foram ameaçados de despejo várias vezes. A Justiça Federal resolveu dar prazo definitivo, que terminou hoje.

Pedro Franco, disse que na segunda-feira, o índio Ramão da Silva cometeu suicídio depois de ter confessado aos colegas que estava triste por causa do impasse na posse das terras.


Rainha - O líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, anunciou que haverá uma série de invasões de terras, que são consideradas improdutivas, em todo o País, começando por São Paulo. "O mês é abril, mas a data será uma suspresa." Ele afirmou que serão ocupadas fazendas do ex-prefeito da Capital, Paulo Maluf, do empresário Fábio Monteiro de Barros, do ex-governador Orestes Quércia e de outros políticos.
 

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